Paty Passos é a mineira multiuso da comunidade sapatão de São Paulo. Além de DJ e redatora, a garota ainda pincela e tesoura em sua carreira de estilista. Poço de criatividade, ela acumula diversas atividades em eventos dykeanos paulistanos.
Há 6 anos agitando as pistas, Paty já tocou em vários eventos e festas dentro da comunidade sapatão. A idéia de tocar surgiu com a vontade e necessidade em escutar na balada músicas que fazem parte do seu dia a dia.
Seu som é influênciado por hits dos anos 80 e vocais femininos do punk rock. Garbage, Yeah Yeah Yeahs, Peaches e The Donnas são suas apostas fixas na balada, além de sacudir e descabelar a galera com o som frenético e divertido de um Cha Cha Cha nafitalinado, como Spyce Girls.
Paty Passos é a DJ residente do Projeto Sapataria e responsável pelo seu sapatão sair dançando, dançando e dançando!
Por Luísa da Rocha Barros
Há alguns anos, rolou pela internet a lenda polêmica dos bonsai kittens. Os sites e e-mails divulgados mostravam fotos e instruções sobre como criar gatos dentro de recipientes de vidro. Os pobres bichanos eram moldados das mais diferentes formas. Uns se divertiam, outros denunciavam maus tratos aos animais.
No início de 2006 quatro garotas decidiram formar uma banda por conta da necessidade de expressar assuntos relacionados à atitude dyke e feminista. Nomearam-se the bonsai kitties. Longe de apoiar qualquer tipo de maus tratos a seres vivos de qualquer espécie, o nome da banda é o grito das mulheres que, assim como os gatos bonsai, são moldadas e aprisionadas numa sociedade repressora e patriarcal.
Dree, Deh, Julia e Cíntia tocam dyke rock da melhor qualidade! As influências são, naturalmente, as minas como Tegan and Sara, Cat Power, The Organ, Joanna Newsom, Yeah Yeah Yeahs, entre outras. Segundo a banda, na medida em que foram tomando consciência feminista-sapatão, a produção musical feminina foi tomando conta dos seus ouvidos.
As letras, compostas em inglês pela vocalista Dree, retratam os relacionamentos, sentimentos e situações sociais que qualquer sapatão já viveu; resistem aos padrões impostos pelo machismo e espalham a necessidade das mulheres em se tornarem livres. Esses temas são tratados com uma postura docemente agressiva porque, como é claramente entoado nos shows das Bonsais: “sometimes you gotta be a little violent”!" 'Dykeland' é o nome do primeiro álbum das bonsais e promete abalar com muito dyke rock as estruturas da cena de meninas. O álbum começa a ser vendido oficialmente a partir do dia 07/03/2009. Alguns hits já estão disponíveis no myspace das bonsais. Entre lá e confira!
"Ela sobe no palco sozinha, acompanhada apenas de guitarra distorcida e bateria eletrônica, mas sua presença é tão eletrizante que dispensa coadjuvantes. Quando a linha de baixo eletrônico e a batida de seu hit "Dance Comigo" soa alto nas caixas, o público, composto majoritariamente de garotas, começa a gritar, dançar e cantar com ela: "eu quero que você segure minhas mãos, grude em meu corpo e me arranque um beijão". Ela é Claudia Rom, criadora do projeto Santa Claus, banda de uma garota só, que está dando ares de baile funk à cena punk feminina de São Paulo.
Ao contrário de outras bandas punks feministas, o Santa escreve letras em português e adiciona música eletrônica ao rock pesado, resultando num electropunk cru e direto. Fiel à cena em que se originou, o projeto combate homofobia e abuso infantil sem soar panfletário. O tom é de ironia, sedução e agressividade, mas com lirismo de jovem poeta punk, como na letra de "Lembranças proibidas", em que a garota vê o avô estuprador no leito de morte ("mas foi só pra sua neta querida que você deixou lembranças proibidas").
Outro ponto saliente do Santa Claus é a postura assumidamente lésbica do projeto. Em "Atrasos", a mina se desculpa por chegar tarde, mas logo engata uma excelente justificativa: "eu demoro me arrumando porque quero ficar linda só pra você minha querida". O que poderia soar desculpa cafajeste, nada mais é que sinceridade quase pura, contaminada apenas por um cinismo charmoso. Esse cinismo doce, aliás, é traço marcante da performance de Claudia nos shows: ao mesmo tempo em que seduz as meninas, ela debocha de todas e ri de si mesma...”
por Vange Leonel. 
“Se fosse escrito apenas com um "m", o nome da banda remeteria àquele estado em que um enfermo encontra-se completamente sem consciência. Mas não é o caso da estudante de Rádio e TV, Érika Lamers, e da artista plástica, Edilaine Cunha, mais conhecidas como Mini (Érika) e Didi (Edilaine). Elas têm consciência - e muita - do ótimo trabalho que a banda está realizando no cenário musical independente. Tanto que o significado real do nome Comma está relacionado à palavra em inglês que significa vírgula, ou seja, uma metáfora avisando que vem muito mais por aí.
A banda de São Paulo, que na verdade é uma dupla, formada por Mini (violão elétrico e voz) e Didi (bateria e voz), toca pop-rock com pitadas de folk. Embora de formações musicais diferentes, ambas têm como principal influência as bandas com vocais femininos como as gêmeas lésbicas Tegan And Sara e Cat Power. Outros grupos que inspiram as "moçoilas" são Smiths, The Cure, The Knife, Metric, entre outros...
...São elas que criam as músicas e as canções interpretadas em inglês que, geralmente, falam sobre filmes, amores de verão e assuntos da vida cotidiana. "Pretendemos atingir todos os tipos de pessoas, independentemente de guetos, gênero ou idade. Não restringimos nossa música a um só assunto ou causa", destaca Didi...”
Iniciou sua carreira em 1983, no extinto Madame Satã, de lá para as principais casas noturnas de São Paulo. Focada em seu projeto de piercing e tattoo, Zuba fez uma pausa nas pick ups por seis anos, mas, a convite da Dj Glaucia++ e André Pomba, retomou os fones em 1998 e não parou mais! Influenciada por hits dos anos 80, 90 e electro, Dj Zuba toca como convidada em festas, casas noturnas e é Dj residente as quintas feiras da noite "Só Para Elas" na Bubu Lounge.

'O Siete Armas faz uma agradável união entre o rock’n’roll, cru, e aintensidade do blues. A fórmula é simples: quatro meninas roqueiras,alguns vinis antigos, pirações e muita cerveja'
A banda começou no fim de 2006, quando Lu e Didi Lima, então guitarrista, decidiram unir seus instrumentos para criar músicas, algo diferente do que costumavam tocar e ver nos palcos da cidade. Para acompanhar, chamarama amiga Helena, baterista do extinto Anti-Corpos. A pegada forte dasbaquetas acostumadas com o hardcore foi suavizada, ganhando quebras e piques mais lentos.
O som do grupo foi se formando, mas aindaprecisava de uma frontwoman. E, nesta, entrou Débora, que também faz parte do Dominatrix. O vozeirão, com nuances de soul e um arranhado rouco, casou perfeitamente com o instrumental da banda. Riffs assobiáveis e simples, unidos à batida marcada da bateria, embaladas pelo suingue do vocal, que impele os ouvintes a balançarem seus corpos, entregando-se às músicas.
Com a formação completa, a composição de faixas se acelerou. Reuniões em casas de amigos e noites de festa rendiam versos, assim como tardes no bar. As letras têm apelo sinestésico, como em Purple, que fala de não beber ou comer as cores. O roxo é citado ainda em outra música, 'The president’s out of his mind'. As criações são todas em inglês, com exceção de 'Mi casa, Su casa', que, apesar do nome, é cantada em português.
Rapidamente,o Siete Armas entrou no circuito de casas voltadas para o rockindependente, ganhando atenção especial entre as bandas de meninas. Commenos de um ano de existência, o grupo foi convidado para abrir a programação de shows da edição 2007 do festival feminista Ladyfest, no Inferno Club, em São Paulo.
No início de 2008, após alguns desentendimentos entre as integrantes, Didi deixou o quarteto. Em seu lugar, entrou Nessa Salvado, que havia tocado com Débora e Lu na banda Cínica. A estréia da nova formação aconteceu em meados de março,durante o Queerfest, que reuniu bandas, debates, festas e workshops em diferentes espaços da capital paulista.

"Há treze anos atrás quando eu via os Dj´s arrasando nas pick ups,eu sentia de uma forma efemera de prazer, no qual me paralizava os olhos cara!" E foi por isso que a gata decidiu fazer um curso de Dj, cujo o instrutor era dono de uma Balada muito foda de Brasília. Logo ele a chamou pra tocar na Balada, e do anonimato da matinee para uma agenda lotada com todo tipo de evento foi um pulo da sapa: em aniversários, raves, festas gls, inclusive a de 4 anos de Parada GLBTTS e Parada das Lésbicas e Brasília, lá estava Jennie, paralizando a galera. Hoje em Sampa assume as pick ups sob influência de L7, Vive-La-Fête, Pixies, New Young Pony Club, Peaches, Blondie, CSS, The Gossisp, Miss kitten, Electrocute, Metric, Sleater Kinney, Juliett Lewis, Joan Jett, Garbage, The Distillers, The Cure, Elastica, The Organ, Amy Winehouse.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, a DJ Carla Ávila começou a tocar em 2005 quando fez o curso de DJ na Inn Hype. Depois de uma temporada morando em Curitiba, pegou pesado nas pick-ups em 2007. Tocava indie rock, rock alternativo e 80’s na festa Benflogin no Clandestino em Copacabana. Foi DJ residente do Empório, pub tradicional de Ipanema.
Atualmente toca como residente na L.E.B., uma das poucas festas para meninas do Rio. Na boate underground, ela faz um som mais parecido com a trilha que ela ouve no seu MP3. Carla recheia a pista da L.E.B. com electrorock depois de uma pincelada de electro. Ao final, sempre tira uma carta da manga e oferece uma surpresa ao público.
'Didi Cunha, ou Edilaine Cunha, como diz a Wikipedia é artista plástica
e metade do Comma, uma das mais interessantes novas bandas de São
Paulo.
A primeira vez que colocou os discos em público foi nos primórdios da
noite Cio, de Gláucia Mais Mais no saudoso bar The Cube, onde 'bolacha
no cio' era o drink da moda.
Daí se apegou. Tocou na Torre, no Egotrip de Nelbinha, no Amp, e
noitinhas de rocks e afins. Mas prefere as festinhas de amigos, onde
ninguém tem medo de ser cafona.
A marota acha que ser chamada de DJ é muito para quem só aperta o
pause e play, mas na falta de nomenclatura específica, ela abraça a
causa e ataca com os hits do rock e do pop de ontem, hoje e amanhã. E
todo mundo sacoleja feliz até o vizinho chamar a polícia.'
As Radioativas se formou em 2007 na cidade de São Paulo por garotas com interesses e gostos em comum.
TatySexmaker (vocal), One Eyed Lets (guitarra solo e backing vocal), Nasty Nat (guitarra base), MissEletric (baixo) e Psico Van (baterista) são a banda que não busca rótulos dentro da cena musical, simplesmente mastiga e cospe o bom velho Rock n` roll.
Com a cara agressiva do punk 77, jingado das guitarras do classic e hard rock, cabelos desgrenhados e voz rouca do grunge feminino dos anos 90, elas jogam no liquidificador L7, The Runaways, The Beatles , Blondie, Rolling Stones, Ramones e não esperam que o público digira, mas sim, engula goela abaixo essa vitamina radioativa.
Música para berrar, pular e extravasar todo o lado energético e selvagem do Rock n`roll, sem pretensão nem virtuosismo. Um chute no estômago.
Bon appetit
O projeto todo surgiu como uma brincadeira. Estávamos na balada e resolvemos fazer uma dupla. Daí pra coisa engatar foi fácil: bastou a Barbie da Silva entrar na parada! Ela propôs ser empresária, conselheira, consultora, cafetina e bom... quem é que não toparia, né?
Tudo isso se concretizou em agosto de 2007.
Tocamos basicamente Newrave tecnopop dancepunk breakbeat electrohouse eletropop e mais um monte de coisa que não sabemos o nome, mas que faz a gente requebrar!
Já tocamos na casa da mãe da Amanda, na festa de aniversário da prima de uma amiga, pra nossa chefe, pra turma da firma, na casa da Cris e no carro da Mari todo dia! Também tocamos no Chá com Bolachas.
Influências:
lo fi fnk, justice, hot chip, djeisa, uffie, neon, yelle, the sokos, ladytron, annie , elogio da polaina, tv on the radio, shitdisco, simian mobile disco, glowsticks, soulwax, , vicarious bliss, juvelen, the go! team, , chemical brothers, le sport, mario bros, michael jackson, la riots, paris hilton, the toxic avenger, daft punk, laurie, chromeo, mylo, riot in belgium, the knife, revl9n, maria daniela, boys noize, feist, lady sovereign e por aí vai.
http://www.myspace.com/solastsummerdjs
solastsummerdjs@gmail.com
Claudia Guay é DJ residente da festa Las Fufas e os Ursos. Ela escreve, toca, organiza festa, e tudo nas horas vagas.
Seu som é bem variado, passa pelo rock, pop, electropop, 80, new rave entre outras coisinhas fofas. Tudo depende do humor... da pista, é claro!
Algumas influências dominam o som da menina, como, Ladytron, Peaches, Goldfrapp, Superbus, Air, Justice, Metric, MGMT, Madonna, Pixies, Regina Spektor, Blondie, Annie Lenox, Feist, Franz Ferdinand, Phoenix, Bowie, Gossip, New Young Pony Club, Yeah yeah yeahs, Santogold, 2raumwohnung, Aterciopelados, Scissor Sisters, Garbage, Klaxons... e por aí vai!